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Dedo em Botoeira ou Boutonnière

A deformidade chamada de dedo em botoeira (articulação do meio do dedo dobrada e da ponta do dedo estendida) pode ter diferentes causas e estágios. O tratamento deve ser individualizado, observando a causa, tempo de lesão, presença ou não de rigidez e qualidade articular. Avaliação por especialista é fundamental.

O que é dedo em botoeira?

A deformidade em botoeira, consiste em flexão da articulação interfalangeana proximal  e extensão da articulação interfalangeana distal. Ou seja, o meio do dedo fica dobrado e a ponta “esticada”. Figura

Dedo em Botoeira | Dra. Renata Paulos

O que causa o dedo em botoeira?

O dedo em botoeira pode ter diversas causas. Pode ser causado por trauma, com lesão de uma parte do tendão extensor (banda central do tendão extensor).

Pode ser causado também por doenças reumatológicas.

Dedo em Botoeira | Dra. Renata Paulos
Figura: Anatomia exemplificando lesão da banda central do tendão extensor.

Quais são os sintomas do dedo em botoeira?

O sintoma principal é a deformidade do dedo. Inicialmente costuma ser redutível, isto é, mexendo o dedo com a outra mão, é possível deixar o dedo reto.Com o passar do tempo, essa deformidade pode se tornar rígida.

Quando relacionado a trauma, geralmente há inchaço, dor local e diminuição do movimento. A dor e o inchaço costumam estar presentes no dorso da articulação interfalangeana proximal.

Ao realizar o exame físico, o especialista fará testes específicos para avaliação da banda central do tendão extensor.

Boutonnière: Dor e edema (inchaço) | Dra. Renata Paulos
Figura: Dedo em botoeira. Dor e edema (inchaço) ocorrem no local destacado.

Quais são os exames necessários?

O diagnóstico costuma ser clínico, mas alguns exames complementares podem ser solicitados a depender da avaliação do especialista,

RX pode ser solicitado para avaliar presença de fratura associada ou observar se há presença de artrose.

Ultrassom e ressonância são algumas vezes solicitados para avaliação do tendão.

Como é o seu tratamento?

O tratamento dependerá da causa, do tempo de lesão, da amplitude de movimento e da presença ou não de artrose.

Lesões abertas (originadas por corte, por exemplo) da banda central do tendão extensor, devem ser tratadas com cirurgia e sutura do tendão.

Lesões agudas que ocorreram por trauma “fechado”- sem corte – geralmente evoluem bem com tratamento não cirúrgico.

Lesões antigas costumam ter indicação cirúrgica e a técnica a ser utilizada varia de acordo com o caso.

Avaliação por médico especialista é muito importante para que o tratamento mais adequado seja instituído.

No caso do tratamento não cirúrgico, este é realizado utilizando-se uma órtese que mantém a articulação interfalangeana proximal “esticada” (a articulação do meio do dedo deve ficar reta) . As outras articulações ficam livres e o paciente é orientado a realizar exercícios de flexão da articulação interfalangeana distal (dobrar a ponta do dedo).

Importante: Todo tratamento ideal deve ser individualizado e definido após uma avaliação médica criteriosa. O Núcleo de Ortopedia Especializada possui especialistas renomados em todas as áreas da Ortopedia moderna. Consulte um ortopedista especialista em mãos.

FAQ

1. Quanto tempo dura o tratamento não cirúrgico para dedo em botoeira?

O tempo de imobilização costuma ser de dois meses, seguido de reabilitação.
(Muito importante avaliar o melhor tipo de tratamento para cada caso – seguimento com especialista é fundamental.)


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