Dedo em Gatilho

A tenossinovite estenosante do dedo ou dedo em gatilho, como é mais conhecida, pode acometer qualquer dedo e, quando o dedo “trava”, pode causar dor que chega a impedir a realização de atividades simples do dia-a-dia.

Pode estar presente em homens ou mulheres, de diferentes idades, mas é um problema mais comum em mulheres e aparece principalmente por volta dos 50-60 anos.

Alguns pacientes estão mais propensos a apresentar o problema, como diabéticos, pacientes com gota, renais crônicos e os com problemas reumatológicos.

Como acontece o Dedo em Gatilho?

Os tendões flexores dos dedos passam por uma espécie de túnel que os mantêm próximos às falanges (ossos dos dedos), para que a função deles seja otimizada. Este túnel é formado por polias e a primeira delas é chamada de polia A1.

A “fricção” do tendão com essa polia pode causar espessamento de ambos, dificultando a livre passagem do tendão durante o movimento do dedo. As alterações principais e mais importantes do dedo em gatilho são encontradas na polia.

Dedo em Gatilho | Dra. Renata Paulos

O dedo em gatilho ocorre devido ao atrito mecânico dos tendões flexores com um túnel estreito ( chamado de polia A1) por onde eles passam. Esse túnel se localiza no fim da palma da mão/ base do dedo.

Quais os sintomas do Dedo em Gatilho?

O problema pode aparecer em qualquer dedo, mas o dedo anelar e o polegar são os mais acometidos.

O quadro costuma se iniciar com dor no fim da palma da mão/base do dedo. Alguns pacientes podem também se queixar de dor mais distal, que vai até aproximadamente o meio do dedo.

Além da dor, o paciente pode apresentar sensação de ressalto ao movimentar o dedo, que representa o momento em que a área edemaciada do tendão “vence” a região “doente” e espessada da polia.

No estágio seguinte, o dedo literalmente trava durante o movimento, ficando dobrado. Contudo, fazendo força , o paciente consegue “destravá-lo”.

Já com o avanço do quadro, o paciente passa a precisar “puxar” o dedo com a outra mão para “destravá-lo” . Nos estágios mais avançados, o paciente pode não conseguir mais movimentar o dedo por completo, por mais esforço que realize…

Os sintomas de forma geral costumam ser piores pela manhã, logo que o paciente acorda.

Dedo em Gatilho | Dra. Renata Paulos

Exemplo de quarto dedo (anelar) em gatilho

Como é o seu tratamento?

Avaliação especializada é fundamental para a indicação do tratamento adequado. Muitas vezes é possível tratar sem cirurgia, com uma infiltração local.

E se a cirurgia for necessária, o que é feito?

Na cirurgia abrimos a polia A1, para que o tendão volte a deslizar livremente. Isto é suficiente em quase todos os casos*.

* Mas há exceções! Há casos mais complexos e avançados, em que a técnica acima não é suficiente para solucionar o problema e outros passos devem ser acrescentados à cirurgia para que tenhamos resultado satisfatório.

Importante: Todo tratamento ideal deve ser individualizado e definido após uma avaliação médica criteriosa.
Consulte um ortopedista especialista em mãos.

FAQ

1. Meu polegar parece que trava um pouco, mas não tenho dor no lado da palma da mão/ base do dedo. A dor é no punho. O que pode ser?

Pode ser Tenossinovite de De Quervain.

2. Meu dedo anelar e o meu dedo mínimo não abrem mais e a palma da minha mão engrossou, parecendo uma corda. Também pode ser dedo em gatilho?

Não, este problema é conhecido como Dupuytren.

3. Sinto muita dor nos dedos do pé e agora eles não esticam mais. Pode ser dedo em gatilho?

O dedo em gatilho é um problema especíifico das mãos. Você pode ter deformidade em garra dos dedos do pé.

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