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Dupuytren

Dupuytren

A doença de Dupuytren é uma fibromatose benigna da fascia palmar, isto é, o tecido normal da palma da mão e dedos passa a apresentar alterações patológicas.

No início do problema, o paciente pode notar a presença de nódulos na palma da mão. Com o passar do tempo, há formação de cordas, que retraem e passam a causar deformidade em flexão dos dedos, tornando impossível que os mesmos sejam completamente estendidos.

O problema é mais comum em pacientes do sexo masculino e brancos. No norte da Europa, a prevalência da patologia é alta (é dito que era uma doença dos Vikings). Foi visto também que pode haver associação com diabetes, etilismo, tabagismo, epilepsia, entre outros, mas nem todos os estudos apontam essas associações.

A patologia pode se manifestar em outras regiões, como na planta dos pés (problema denominado Ledderhose) e no pênis (La Peronie). Essas manifestações estão relacionadas a uma forma mais agressiva da doença e pode ser observada em pacientes mais jovens.

Na mão é mais comum o acometimento nos raios ulnares (do lado do dedo mínimo e anular), mas todos os dedos podem ser atingidos. O teste mais objetivo para determinar se o tratamento deve ser cirúrgico é chamado de “table top test”. Se o paciente conseguir apoiar sua mão espalmada com todos os dedos estendidos em uma mesa, não há necessidade de cirurgia, se não conseguir, o tratamento cirúrgico pode ser indicado.

Fora do Brasil, diversos países já utilizam uma substância chamada colagenase, que é aplicada como uma injeção e é capaz de “desfazer” as cordas. Ainda não há aprovação do uso em nosso país.

Existem diversas técnicas cirúrgicas descritas, a mais utilizada atualmente é a fasciectomia seletiva, isto quer dizer que não é necessário tirar todo o tecido da palma da mão, focamos apenas na porção que apresentou alterações, nos raios para os quais o tratamento está voltado. Em alguns casos, enxerto de pele está indicado.

É importante que o tratamento seja feito por especialista. Muito próximo às cordas patológicas e algumas vezes passando no meio delas, temos nervos (que dão sensibilidade para os dedos) e artérias que estão em risco. Na consulta com o seu médico, ele explicará como será a cirurgia. Pode ser necessário utilizar órteses (imobilizações) no pós-operatório.

CURIOSIDADE

  • Por que a doença é chamada de DUPUYTREN?O Barão Guillaume de Dupuytren (1777-1835) foi um médico, cirurgião, que trabalhou no Hôtel-Dieu em Paris (é possível ver sua estátua no pátio do local, que fica quase ao lado da Notre-Dame). Apesar dele não ter sido nem o primeiro a descrever nem o primeiro a operar o problema, ele deu aulas a respeito, operou alguns casos, fez uma descrição mais detalhada e teve publicações em revistas médicas de renome na época. Assim seu nome passou a ser referência da patologia.

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