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Espasticidade: O que é, causas e opções de tratamento

A espasticidade é um distúrbio motor caracterizado por hiperatividade muscular, resultando em contrações involuntárias dos músculos afetados. Além disso, é associada também à exacerbação dos reflexos.

Entenda mais sobre a Espasticidade, quais suas causas, as opções de tratamento disponíveis e muito mais, neste artigo. Então, continue lendo!

Espasticidade - Dra. Renata Paulos

Espasticidade no membro superior

No membro superior, os músculos mais comumente acometidos incluem:

  • Flexores do cotovelo, como o bíceps braquial;
  • Flexores do punho, especialmente o flexor ulnar do carpo;
  • Flexores dos dedos;
  • Músculo pronador redondo, responsável principalmente por manter a palma da mão voltada para baixo;
  • Músculos intrínsecos da mão, especialmente os envolvidos no movimento do polegar, que podem causar a postura conhecida como polegar empalmado (polegar “fechado” / encostando na palma da mão).

Principais causas da espasticidade

A espasticidade geralmente ocorre em pacientes com:

  • Acidente Vascular Cerebral (AVC);
  • Paralisia cerebral;
  • Traumatismo cranioencefálico;
  • Lesão medular;
  • Outras condições neurológicas.

Se não for tratada adequadamente, a espasticidade pode levar à contratura muscular, um estado em que os músculos e tecidos ao redor (fáscia) se tornam permanentemente retraídos. Isso pode impedir, por exemplo, que um paciente consiga estender os dedos, mesmo quando relaxado ou dormindo.

Como diagnosticar a Espasticidade?

Para diagnosticar a Espasticidade, o médico investigará o início dos sintomas, sua evolução e se há alguma doença neurológica prévia, como AVC. Além disso, será avaliado o impacto da rigidez muscular nas atividades diárias e na qualidade de vida.

Durante o exame clínico, o especialista avaliará o tônus muscular do paciente, observando se há resistência ao movimento passivo, ou seja, quando o médico movimenta o membro sem o esforço ativo do paciente.

Para medir a gravidade da espasticidade, utilizamos escalas padronizadas. Dessa forma, essas ferramentas ajudam a definir a intensidade do quadro e a planejar o melhor tratamento.

Quais os tratamentos indicados para a espasticidade?

O tratamento da espasticidade tem como objetivos melhorar a função e a qualidade de vida do paciente. Além disso, em alguns casos, o tratamento também pode ter um impacto estético, evitando posições estigmatizantes, além de facilitar a higiene do membro (como quando a mão permanece fechada, impedindo a limpeza da palma).

Há pacientes em que o membro é completamente não funcional. Nesses casos, o objetivo é melhorar a “postura” do membro superior, que muitas vezes dificulta atividades da vida diária como trocar de roupa, ou, como já citado, a higienização do membro superior.

As abordagens terapêuticas incluem:

  • Fisioterapia e terapia ocupacional, fundamentais para prevenir contraturas;
  • Uso de órteses para auxiliar na posição e função do membro;
  • Aplicação de toxina botulínica (Botox), que reduz temporariamente a atividade muscular espástica e potencializa a reabilitação.

Quando necessário, o tratamento cirúrgico pode ser indicado. As opções cirúrgicas variam conforme a gravidade da espasticidade e as necessidades do paciente.

Procedimentos cirúrgicos disponíveis

Entre as possíveis técnicas empregadas, temos:

  • Liberação de contraturas musculares;
  • Alongamentos tendíneos, que podem ser realizados através de diferentes formas, dependendo de quanto será necessário alongar os tendões;
  • Transferências tendíneas para reposicionar músculos e ganhar movimento;
  • Artrodese, indicada principalmente em casos de deformidades graves e comprometimento articular, especialmente no punho (exceto para os pacientes com lesão medular);
  • Neurectomias hiperseletivas, um procedimento microcirúrgico que atua diretamente nos ramos nervosos que inervam o músculo espástico, reduzindo a espasticidade sem comprometer função;
  • Transferência de nervo: visando ganho de movimento.

Experiência internacional no tratamento da espasticidade

A Dra. Renata Paulos tem experiência internacional no tratamento cirúrgico de pacientes com espasticidade. Já integrou equipes cirúrgicas fora do Brasil e participou de cursos especializados no exterior, focados no tratamento da espasticidade no membro superior. Além disso, contribui para projetos de pesquisa na área, sempre buscando inovação e excelência nos tratamentos oferecidos.

FAQ

  1. Quando fico envergonhada ou nervosa, meu espasmo piora e meu cotovelo dobra muito. Tem tratamento?

    Geralmente sim! Para o planejamento, avaliação presencial para um exame físico cuidadoso é fundamental.

  2. Essas cirurgias são as mesmas realizadas para ganho funcional dos pacientes tetraplégicos por lesão medular?

    Não, o enfoque é diferente… para ler sobre as cirurgias para pacientes tetraplégicos leia este artigo.

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