A espasticidade é um distúrbio motor caracterizado por hiperatividade muscular, resultando em contrações involuntárias dos músculos afetados. Além disso, é associada também à exacerbação dos reflexos.
Entenda mais sobre a Espasticidade, quais suas causas, as opções de tratamento disponíveis e muito mais, neste artigo. Então, continue lendo!

Espasticidade no membro superior
No membro superior, os músculos mais comumente acometidos incluem:
- Flexores do cotovelo, como o bíceps braquial;
- Flexores do punho, especialmente o flexor ulnar do carpo;
- Flexores dos dedos;
- Músculo pronador redondo, responsável principalmente por manter a palma da mão voltada para baixo;
- Músculos intrínsecos da mão, especialmente os envolvidos no movimento do polegar, que podem causar a postura conhecida como polegar empalmado (polegar “fechado” / encostando na palma da mão).
Principais causas da espasticidade
A espasticidade geralmente ocorre em pacientes com:
- Acidente Vascular Cerebral (AVC);
- Paralisia cerebral;
- Traumatismo cranioencefálico;
- Lesão medular;
- Outras condições neurológicas.
Se não for tratada adequadamente, a espasticidade pode levar à contratura muscular, um estado em que os músculos e tecidos ao redor (fáscia) se tornam permanentemente retraídos. Isso pode impedir, por exemplo, que um paciente consiga estender os dedos, mesmo quando relaxado ou dormindo.
Como diagnosticar a Espasticidade?
Para diagnosticar a Espasticidade, o médico investigará o início dos sintomas, sua evolução e se há alguma doença neurológica prévia, como AVC. Além disso, será avaliado o impacto da rigidez muscular nas atividades diárias e na qualidade de vida.
Durante o exame clínico, o especialista avaliará o tônus muscular do paciente, observando se há resistência ao movimento passivo, ou seja, quando o médico movimenta o membro sem o esforço ativo do paciente.
Para medir a gravidade da espasticidade, utilizamos escalas padronizadas. Dessa forma, essas ferramentas ajudam a definir a intensidade do quadro e a planejar o melhor tratamento.
Quais os tratamentos indicados para a espasticidade?
O tratamento da espasticidade tem como objetivos melhorar a função e a qualidade de vida do paciente. Além disso, em alguns casos, o tratamento também pode ter um impacto estético, evitando posições estigmatizantes, além de facilitar a higiene do membro (como quando a mão permanece fechada, impedindo a limpeza da palma).
Há pacientes em que o membro é completamente não funcional. Nesses casos, o objetivo é melhorar a “postura” do membro superior, que muitas vezes dificulta atividades da vida diária como trocar de roupa, ou, como já citado, a higienização do membro superior.
As abordagens terapêuticas incluem:
- Fisioterapia e terapia ocupacional, fundamentais para prevenir contraturas;
- Uso de órteses para auxiliar na posição e função do membro;
- Aplicação de toxina botulínica (Botox), que reduz temporariamente a atividade muscular espástica e potencializa a reabilitação.
Quando necessário, o tratamento cirúrgico pode ser indicado. As opções cirúrgicas variam conforme a gravidade da espasticidade e as necessidades do paciente.
Procedimentos cirúrgicos disponíveis
Entre as possíveis técnicas empregadas, temos:
- Liberação de contraturas musculares;
- Alongamentos tendíneos, que podem ser realizados através de diferentes formas, dependendo de quanto será necessário alongar os tendões;
- Transferências tendíneas para reposicionar músculos e ganhar movimento;
- Artrodese, indicada principalmente em casos de deformidades graves e comprometimento articular, especialmente no punho (exceto para os pacientes com lesão medular);
- Neurectomias hiperseletivas, um procedimento microcirúrgico que atua diretamente nos ramos nervosos que inervam o músculo espástico, reduzindo a espasticidade sem comprometer função;
- Transferência de nervo: visando ganho de movimento.
Experiência internacional no tratamento da espasticidade
A Dra. Renata Paulos tem experiência internacional no tratamento cirúrgico de pacientes com espasticidade. Já integrou equipes cirúrgicas fora do Brasil e participou de cursos especializados no exterior, focados no tratamento da espasticidade no membro superior. Além disso, contribui para projetos de pesquisa na área, sempre buscando inovação e excelência nos tratamentos oferecidos.
FAQ
- Quando fico envergonhada ou nervosa, meu espasmo piora e meu cotovelo dobra muito. Tem tratamento?
Geralmente sim! Para o planejamento, avaliação presencial para um exame físico cuidadoso é fundamental.
- Essas cirurgias são as mesmas realizadas para ganho funcional dos pacientes tetraplégicos por lesão medular?
Não, o enfoque é diferente… para ler sobre as cirurgias para pacientes tetraplégicos leia este artigo.



