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Ganho da extensão de cotovelo no paciente tetraplégico é algo muito importante

Ganho da extensão de cotovelo no paciente tetraplégico é algo muito importante. Conseguir realizar extensão do cotovelo contra a gravidade permite que o paciente alcance objetos que estão acima da altura da cabeça, auxilia para conduzir cadeira de rodas manual, ajuda na transferência, mudança de posição e também conseguir se posicionar novamente de forma correta na cadeira caso por algum motivo o tronco fique pendente (fig).

Fig: Pacientes que não possuem função do tríceps têm dificuldade para erguer o tronco quando estão na posição mostrada na figura.

(Créditos da imagem: Koch-Borner, Sabrina, Jennifer A. Dunn, Jan Fridén, and Johanna Wangdell. 2016.“Rehabilitation After Posterior Deltoid to Triceps Transfer in Tetraplegia.” Archives of Physical Medicine and Rehabilitation 97 (6 Suppl): S126–35.)

Quando o paciente possui o músculo tríceps ativo, mas fraco, iniciamos com reabilitação e um programa de treinamento para ganho de força. Muitos pacientes não possuem tal musculatura ativa e outros mesmo que com muita dedicação podem não ter resultados satisfatórios com o fortalecimento. Nesses casos avaliamos a possibilidade de um procedimento cirúrgico.

Em casos de trauma recente ou alguns outros casos selecionados, dependendo do exame físico do paciente, podemos indicar transferência nervosa – uma cirurgia em que utilizamos um ramo nervoso que ainda tem função preservada e o direcionamos, através de técnica microcirúrgica, para o ramo nervoso do músculo tríceps braquial.

Entretanto, as cirurgias mais habitualmente realizadas para recuperação da função do tríceps são as transferências musculares. Basicamente, há duas cirurgias possíveis: transferência da porção posterior do músculo deltoide e transferência do músculo bíceps. Importante destacar que nem todos os pacientes são candidatos à cirurgia, o exame físico do paciente mostrará ao médico o que pode ser indicado.

As duas técnicas costumam apresentar bons resultados e a decisão de qual a melhor técnica a ser escolhida para cada caso dependerá primeiramente do exame físico, daí a grande importância de ser avaliado por um especialista. Em pacientes em que qualquer uma das técnicas poderia ser escolhida, a decisão é realizada em conjunto com o paciente, após explicação de pós e contras de cada uma das técnicas.

A reabilitação pós-operatória é fundamental e deve ser seguida rigorosamente. Para cada uma das cirurgias há posições em que o membro pode ou não permanecer e a equipe médica e de reabilitação já orienta o que é permitido antes da cirurgia. Retornos semanais são necessários para sessões de reabilitação.

Consulte um especialista em cirurgia da mão e saiba o que pode ser realizado!

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