Diversas causas podem gerar déficit em um lado do corpo. Entre elas, as mais comuns são paralisia cerebral e avc.
O membro superior acometido pode causar prejuízo funcional importante, além de posturas desconfortáveis e estigmatizantes para o paciente.
Uma queixa comum nos pacientes espásticos é flexão involuntária do cotovelo quando o paciente anda mais rápido ou corre, ou ainda piora da postura do membro superior (muitas vezes também associada à flexão do punho e dos dedos) quando o paciente está ansioso, irritado, em situações de estresse ou com frio.
O desconforto gerado pode afetar a autoestima do paciente. Nos casos de paralisia cerebral, os pacientes ficam ainda mais incomodados na adolescência.

Há um padrão na postura do membro superior acometido no paciente hemiplégico/ hemiparético?
Na presença de espasticidade, embora os músculos acometidos possam variar bastante, temos, sim, um posicionamento que é o mais encontrado nos pacientes com espasticidade:
Trata-se do membro superior com o ombro aduzido (braço junto do carpo), cotovelo e punho fletidos e a mão “mais fechada”, muitas vezes com o polegar empalmado.
Existe cura para a espasticidade vista nos pacientes com hemiplegia/ hemiparesia?
Cura, infelizmente, até o momento não.
Quais seria o melhor tratamento para o membro superior de um paciente com hemiplegia/ hemiparesia?
Os tratamentos devem ser totalmente individualizados e programados por profissionais com experiência na área.
Seguimento multiprofissional é sempre o mais indicado e os profissionais envolvidos na reabilitação, como fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais tem um papel importantíssimo em todas as fases .
Alguns casos não tem indicação cirúrgica. Entretanto, a maioria dos pacientes pode se beneficiar de tratamento cirúrgico (obviamente, quando acompanhados por profissional especializado e com experiência).
Pacientes em que o membro superior tem um posicionamento semelhante, quando observada uma foto, por exemplo, podem necessitar de tratamentos muito distintos.
É fundamental avaliação especializada para garantir tratamento mais adequado.
Como a Dra. sabe, então, qual a melhor cirurgia para cada paciente?
Por meio de uma avaliação criteriosa e diversos dados do exame físico, incluindo testes específicos e observação do paciente realizando algumas atividades e movimentos .
Geralmente, o paciente é examinado mais de uma vez.
Muitas vezes há utilidade em se examinar o paciente sob ação de toxina botulínica em alguns músculos específicos (que variam a depender do que precisamos avaliar).
Quando há necessidade de aplicação de toxina botulínica (botox), a Dra. já faz isso durante a consulta?
Não. A Dra. Renata Paulos não faz aplicações de botox em suas consultas.
Geralmente, o que ocorre quando o uso da toxina se faz necessário é comunicação entre a Dra. Renata e o médico que acompanha o paciente e que realizará a aplicação.
Cirurgia pode ser uma solução para o paciente ficar livre da fisioterapia?
Absolutamente não!
Sessões de reabilitação são importantíssimas nos pós-operatórios.
Quando a Dra. Renata começou a se especializar no tratamento de pacientes com espasticidade?
Em 2011, quando morava na Europa.
Durante o período que permaneceu fora do Brasil, Dra. Renata realizou, também, estudo visando planejamento de cirurgia diretamente nos ramos nervosos de músculos espásticos.
A Dra. Renata Paulos é médica ortopedista, com especialização em Cirurgia da Mão e Microcirurgia pela USP e pela Sorbonne Universités (Paris), Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão. Além disso, integra o Núcleo de Ortopedia Especializada, que reúne especialistas renomados em todas as áreas da ortopedia moderna.
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